Receptivo turístico brasileiro precisa melhorar, mostra seminário

Seminário Receptivo Brasileiro – uma visão internacional sobre a atividade no Brasil foi realizado nesta quinta-feira (22) no 37º Congresso da Abav, no Riocentro

  
  

No turismo receptivo os detalhes fazem a diferença e determinam a qualidade dos serviços e produtos. Neles pode estar a conquista e satisfação do cliente, e neles reside um dos problemas mais freqüentes no receptivo brasileiro. É preciso esmero nos detalhes. A especialização por nichos de mercado é uma alternativa para atingir a excelência no atendimento, a consolidação no mercado e até fama como empreendimento de turismo receptivo.

Essas foram algumas das observações e sugestões apontadas para o segmento no seminário ‘Receptivo Brasileiro – uma visão internacional sobre a atividade no Brasil’, realizado nesta quinta-feira (22), no 37º Congresso da Abav, iniciado na quarta e com término previsto para sexta (23), no Centro de Convenções Riocentro, Rio de Janeiro.

Quais são as deficiências do turismo receptivo brasileiro? O que devemos melhorar ou a que é preciso prestar mais atenção para aprimorar o atendimento aos turistas estrangeiros em visita ao País, tendo em vista a Copa do Mundo 2014 e a Olimpíada 2016? Essas foram algumas das questões abordadas no evento, assistido por cerca de 150 empresários e profissionais do setor.

O empresário português Eduardo Pinto Lopes, da TerraBrasil, foi um dos palestrantes do seminário. Ele deu a sua visão sobre o turismo receptivo brasileiro, como empreendedor do setor e como turista estrangeiro. Geralmente as empresas nacionais desse segmento não se preocupam com os clientes, como deveriam, e não lhes dão a devida atenção, segundo o diretor da TerraBrasil.

Guias turísticos sem uniformes ou roupas adequadas, sem identificação da empresa para as quais trabalham, nomes de passageiros escritos em pedaços de papel improvisados na área de desembarque dos aeroportos, motoristas que desconhecem o nome da empresa da qual são fornecedores de serviços terceirizados, veículos que fazem traslados entre aeroportos e hotéis sem limpeza ou manutenção, desatenção com passageiros ao levá-los até os meios de hospedagem (guias e motoristas não aguardam a confirmação da reserva do turista e seu check-in), ausência da oferta de seguro pelas empresas aos turistas. Esses foram alguns dos problemas apontados por Lopes como os erros mais comuns do receptivo brasileiro.

“A primeira impressão é a que fica. Carros limpos e motoristas e guias uniformizados são pequenos detalhes que se notam e fazem a diferença do serviço”, afirma José Luiz Viana da Cunha, diretor de mercados internacionais da Embratur, moderador do seminário. Algumas empresas de receptivo brasileiro ainda são deficientes nesses pormenores importantes para determinar a qualidade, padrão e eficiência do segmento, especialmente no caso de visitantes estrangeiros, complementa o diretor.

As agências de receptivo devem se preocupar com a origem do cliente, de qual mercado vem e quais são as suas particularidades, disse Viana da Cunha. Ele citou, como exemplo, uma especificidade para atender bem e não desagradar turistas irlandeses. “Jamais ofereça polvo como fruto do mar a eles”, alertou. Eles o consideram nojento, explicou. Conhecer a origem do visitante, sua cultura, culinária, costumes e tradições seria uma espécie de primeiro mandamento para bem receber turistas em geral. Esta foi uma das principais conclusões do seminário.

Há empresas de receptivo com padrão de qualidade muito bom no Brasil. As observações citadas no seminário não significam que todas estejam cometendo essas falhas, observou Cunha. “Hoje há preocupação com o cliente e sua satisfação”, acrescentou. O objetivo do seminário era conhecer a visão de uma pessoa de fora, como vê o trabalho do segmento no País e ouvir sugestões para melhorar nossos produtos, esclareceu.

Nichos e tendências

O turismo receptivo está caminhando para a especialização em produto. Essa é a grande tendência para o segmento, de acordo com Roberto Dultra, presidente da BITO (sigla em inglês para Associação Brasileira dos Operadores de Receptivo do Brasil), também palestrante do seminário. Essa entidade congrega 80% das empresas do segmento do País.

Atualmente há clientes para turismo ecológico, de aventura, esportivo, negócios e eventos, viagens de incentivo (premiações para funcionários e revendedores do setor corporativo), de luxo, de saúde (spas, clínicas e hotéis para pacientes de tratamentos de embelezamento), entre outros. Os nichos não param de surgir e de crescer em todo o mundo.

Os operadores de turismo receptivo devem criar programas novos, interessantes e que aumentam a permanência dos turistas estrangeiros no Brasil. Roteiros envolvendo mais destinos, com opções variadas, foram apontados no seminário como caminhos a serem trilhados pelas empresas brasileiras de receptivo.

Outra tendência é a contratação descentralizada pelas operadoras internacionais, que, nos últimos anos, preferem contatar diretamente agências de receptivo nas regiões e localidades a serem visitadas. Longe foi o tempo em que essas empresas fechavam os pacotes apenas com grandes operadoras nacionais, geralmente sediadas no Rio de Janeiro e São Paulo.

“O turista é visitante e multiplicador, para o bem e para o mal”, alertou o diretor da Embratur. A Copa do Mundo 2014 e Olimpíada 2016 serão grandes oportunidades para potencializar e aprimorar o turismo brasileiro. “Quem não aproveitar a oportunidade vai perder o passo e espaço no mercado”, ressaltou.

Será a chance de o Brasil dar um salto em todos os sentidos. O mundo inteiro estará de olho no País por causa dos dois megaeventos esportivos, segundo Cunha. “Cada dia que passa, é um dia a menos para nos preparar e um a mais para nos aproximar da realização deles”, comentou.

Quatro anos passam rápido, observou o diretor, em relação à Copa do Mundo 2014. “Mas acredito que não vai haver problemas. As necessidades vão impor ao mercado a forma de fazer e trabalhar”, ressaltou. A economia mais estável no Brasil e lá fora significa que o turismo mundial está voltando a crescer. Essa é uma ótima notícia para o turismo nacional.

Serviço:
Agência Sebrae de Notícias – (61) 3348-7398 e 2107-9362
www.agenciasebrae.com

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

  
  

Publicado por em

Janaine karla

Janaine karla

14/12/2009 14:41:14
O turismo é uma grande atividade e de amplos segmentos avançando continuamente com trabalhos desenvolvidos por grandes e pequenas empresas, fazendo a diferença e inovando sempre. Precisamos nos unir e fazer do turismo a grande oportunidade de 2014.

Janaine karla

Janaine karla

14/12/2009 14:36:26
Boa tarde, acho certamente q o turismo corre e cresce a cada dia e teremos uma grande oportunidade de avanço e demostração nesse periodo de 2014 a 2016 para mostrar e deselvolver melhor o turismo brasileiro.É hora de trocarmos a deficiencia pela qualidade.