Terapia em águas minerais também é turismo

Empresários, gestores públicos e representantes do terceiro setor discutem o desenvolvimento do segmento no Brasil

  
  

As medidas alternativas para a prevenção à saúde e ao tratamento de doenças são cada vez mais procuradas em todo o mundo. O termalismo, ou terapia em águas minerais, é praticado em algumas partes do Brasil, como nos municípios que compõem os circuitos paulista e mineiro das águas. As águas com componentes medicinais atraem muitos turistas que buscam descanso, cura de estresse e de dores musculares, dentre outros.

O assunto foi discutido nesta quarta-feira (30), em Águas de São Pedro (SP), por empresários, gestores públicos e representantes de entidades de classe. O I Simpósio Brasileiro de Crenologia e Hidrologia Médica é promovido pela Associação Brasileira da Indústria de Águas Minerais (ABINAM). Na pauta dos debates estão o termalismo na América do Sul, as experiências internacionais, o Turismo de Saúde e Lazer e as tendências atuais.

A coordenadora geral de Segmentação do Ministério do Turismo (MTur), Sáskia Lima, participante do simpósio, diz que a oferta de termalismo no Brasil pode ser mais explorada. “Destinos cujo destaque são as águas termais podem atender tanto a uma demanda de pacientes em busca de cura, como também aquele público que busca a prevenção, o bem estar”, afirma Lima, ao lembrar que o termalismo é um nicho do Turismo de Saúde. “O diferencial desse segmento é que, em geral, o turista ou o paciente-turista não viaja sozinho, e sua permanência não costuma ser de menos de 10 dias” complementa.

Para a técnica do MTur, Alessandra Lana, “o encontro contribuirá para a consolidação e para o desenvolvimento do segmento, uma vez que está provocando a discussão e a aproximação de atores importantes do Turismo de Saúde, que têm grande conhecimento sobre o assunto”.

Na última terça-feira (29), uma equipe do MTur participou de reunião com os prefeitos de Águas de São Pedro, Paulo Cesar Borges e de Águas de Lindóia, Martinho Antônio Mariano, para discutir e avaliar a situação do Termalismo no Brasil e as experiências bem sucedidas na Itália. Também estiveram presentes o diretor Administrativo do Circuito das Águas paulistas, Geraldo Tartarelli Pontes, o presidente e o vice-presidente da Organização Mundial de Termalismo (OMTh), Ennio Gori e Fábio Lazzerini, respectivamente, além de representantes do turismo local.

Durante a reunião, a coordenadora do MTur propôs a criação de uma rede de relacionamento entre representantes do poder público, privado e terceiro setor envolvidos com o termalismo. O objetivo é o debate das necessidades e entraves relativos a atividade. De acordo com Lima, a criação da rede possibilitaria a troca de experiências e informações.

Turismo de Saúde

Constituído por atividades turísticas decorrentes da utilização de meios e serviços para fins médicos, terapêuticos e estéticos. O segmento possui duas vertentes:

Medicinal ou Médico: São deslocamentos motivados pela realização de tratamentos e exames, diagnósticos, apanhamento de equipes médicas ou recursos humanos especializados e integrados em estruturas próprias, os quais têm como objetivo tanto a cura ou a amenização de efeitos causados por diferentes patologias, como também fins estéticos e terapêuticos. Neste caso, essa atividade engloba procedimentos médicos, odontológicos, cirúrgicos e não-cirúrgicos. Está ligado a cura de doenças e enfermidades em hospitais, clínicas e consultórios médicos e odontológicos.

Bem-estar: São atividades turísticas motivadas pela busca de tratamentos que podem ser acompanhados por equipes médicas ou profissionais especializados, que visam não só a prevenção de determinadas doenças e diminuição dos níveis de estresse, como também a aprendizagem e manutenção de uma vida saudável e equilibrada. Está ligado a prevenção da saúde em spas, estâncias hidrotermais, balneários e resorts.

Fonte: MTur

  
  

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