Troca de experiências

Representantes do Pará, Ceará e Bahia conhecem Santa Catarina e levam boas idéias para casa

  
  
Encantos, sabores, aromas e cores de Santa Catarina (SC)

Imagine um cearense tomando chimarrão. Agora, um baiano num frio de cinco graus. Difícil? Se você achou, saiba que estas foram algumas das aventuras vivenciadas por vinte representantes de pequenas comunidades turísticas brasileiras da Bahia, Pará e Ceará. Eles percorreram, entre os dias 13 e 18 de outubro, seis municípios catarinenses – Rancho Queimado, Santa Rosa de Lima, Aurora, Atalanta e Imbuia.

O objetivo da viagem foi a troca de experiências entre o grupo e pequenos agricultores da Região Sul do Brasil que desenvolvem o turismo de forma comunitária. Na oportunidade, eles conheceram propriedades onde o plantio de frutas e de hortaliças é orgânico e os turistas participam das atividades rurais. A ação teve o apoio do Ministério do Turismo (MTur) e da Secretaria de Turismo, Cultura e Esporte de Santa Catarina.

O grupo também conheceu pousadas rurais e propriedades que têm obtido resultados positivos como atrativos turísticos. E participaram seminário “Agroturismo como ferramenta para o desenvolvimento de territórios rurais”, que reuniu cerca de 250 230 agricultores, empresários, gestores públicos e membros de entidades de classe.

Na ocasião, representantes da Accueil Paysan – associação francesa de Turismo Rural que é referência mundial no segmento – fez uma apresentação institucional e deu dicas de desenvolvimento turístico aos participantes. Alguns participantes da excursão aproveitaram a oportunidade para entregar aos franceses materiais de promoção da região em que moram. Resultado: os vídeos serão exibidos no próximo encontro internacional da Accueil Paysan.

Ideias na bagagem

Os representantes paraenses pretendem adotar um sistema de energia limpa que conheceram no Engenho Colonial Junckes, em Santa Rosa de Lima (SC). Já os cearenses aprovaram a utilização de recursos locais, como plantas nativas e móveis antigos, na decoração das pousadas.

Maria Neide de Souza Aires, artesã de Santarém (PA), conta que adorou passar quase uma semana no Sul do País. Ela ficou admirada com as plantações tão diversas. “Tem cebola, beterraba, tangerina, arroz, uva e várias coisas. Tudo o que se planta aqui, dá”, disse.

A flora da região também encantou a paraense: “Tem diversos tipos de plantas. Para nós que moramos na Região Amazônica, essa quantidade de flores é algo maravilhoso. Em cada casa que eu chego a primeira coisa que vou olhar são as flores”. Maria Neide levou cerca de 20 mudas diferentes para casa.

Já Valdemar Guimarães Paz, que também é paraense, diz que achou muito importante o plantio e consumo de orgânicos. É um dos aprendizados que pretende levar para sua terra. Em Santarém, o turismo também é desenvolvido de forma comunitária. Segundo ele, a diversificação de atividade está gerando renda para a comunidade e acrescentar os orgânicos no cardápio significa mais saúde para os moradores e um atrativo a mais para os turistas.

Além disso, segundo Valdemar, ser turista por uma semana vai mudar a maneira como ele recepciona os visitantes que chegam ao seu município. “Eu sempre ria dos turistas que iam à nossa região, porque eles fotografavam formigas e outras coisas que achávamos bobas. Mas, agora, como turista, vi crianças na rua rindo de mim, porque eu estava tirando fotos de uma placa.”.

Turismo de Base Comunitária

As cidades visitadas estão entre os 30 municípios que compõem a associação Acolhida na Colônia. A região é destino referência do MTur em Turismo Rural e está entre os 50 projetos apoiados pelo MTur, com o projeto Turismo de Base Comunitária (TBC).

Fonte: MTur

  
  

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