Vai ficar em São Paulo no feriado? Conheça, a pé, a magnífica arquitetura do centro

Com seus prédios dos mais diversos estilos, formas e tamanhos, São Paulo possui um verdadeiro acervo cultural ao ar livre. Caminhar pelo centro é ver a história da cidade ser contada por suas construções

  
  
Caminhar pelo centro é ver a história da cidade ser contada por suas construções, manifestações concretas das transformações pelas quais passou de uma vila até a metrópole dos dias atuais

Com seus prédios dos mais diversos estilos, formas e tamanhos, São Paulo possui um verdadeiro acervo cultural ao ar livre. Caminhar pelo centro é ver a história da cidade ser contada por suas construções, manifestações concretas das transformações pelas quais passou uma vila que, até 1872, tinha pouco mais de 30 mil habitantes e era restrita ao Triângulo Histórico (cujos vértices são o Mosteiro de São Bento, a Igreja de São Francisco e a Igreja da Ordem Terceira do Carmo) até se converter na atual metrópole de 12 milhões de habitantes.

Catedral da Sé, Liberdade (bairro Oriental), Páteo do Collegio, Pinacoteca do Estado, teatro e mercado municipal, estação da Luz e Júlio Prestes, edifícios Copan e Itália, autódromo de Interlagos, Jockey Club, Museu do Ipiranga, Parque do Ibirapuera, zoológico, zoo safari, Casa das Rosas, catedral ortodoxa, Centro Cultural São Paulo, MASP, Parque da Água Branca, Pico do Jaraguá, memoriais da América Latina e do Imigrante.

Do Pateo do Collegio, que nos remete à época da colonização, até o contemporâneo pórtico da Praça do Patriarca, passando pela imponência de edifícios como o Teatro Municipal e o Altino Arantes, o turista que chega a São Paulo é facilmente atraído pela arquitetura – e um simples passeio pelas ruas paulistanas já lhe garante uma experiência fascinante.

Conheça a pé a magnífica arquitetura do centro da cidade, seguindo a sugestão de rota que propomos abaixo:

Mosteiro de São Bento

Um dos vértices do Triângulo Histórico, esta é a quarta construção da ordem beneditina, presente no local desde 1600. Este complexo abriga a Basílica Nossa Senhora da Assunção e o Colégio de São Bento, que foi projetado em 1910 pelo arquiteto Richard Berndl, professor da Universidade de Munique, com decoração interna de autoria do monge beneditino holandês D. Adelbert Gresnicht. É um dos poucos remanescentes em todo o mundo do estilo Beuronense – movimento artístico alemão quase erradicado com a Segunda Guerra Mundial que tem como característica a total integração entre arte e arquitetura. É ilustrativo do Beuron o interior da basílica, praticamente todo adornado, do chão ao teto, por pinturas, esculturas, vitrais e mosaicos que combinam elementos das artes egípcia, bizantina e românica.

Curiosidade: foi o local no qual o Papa Bento XVI se hospedou em sua visita ao Brasil em 2007.

Largo São Bento, s/nº
Horário de funcionamento da Basílica:
segunda a sexta-feira (exceto quinta), das 6h até o término da missa das 18h;
sábado e domingo, das 6h às 12h e das 16h às 18h.
Na quinta-feira, a igreja fecha às 8h e reabre às 11h30.
Horário de funcionamento da loja de pães: das 7h às 18h
Telefone: (11) 3328-8799

Edifício Martinelli: quando inaugurado, em 1929, era o mais alto edifício do mundo fora dos Estados Unidos, condição perdida apenas em 1936

Edifício Martinelli
Quando inaugurado, em 1929, era o mais alto edifício do mundo fora dos Estados Unidos, condição perdida apenas em 1936. Inicialmente, o projeto de autoria do arquiteto húngaro William Fillinger, da Academia de Belas Artes de Viena, previa 12 andares, entretanto, foi alterado pelo próprio empreendedor da obra, o comendador italiano Giuseppe Martinelli, o qual tinha como meta a construção de 30 andares. O objetivo foi alcançado ao construir sua mansão no topo do prédio, assim ainda demonstrando aos desconfiados que, apesar de tão alta, a construção era segura. A volumetria deste edifício em estilo eclético apresenta reentrâncias para melhor ventilação e iluminação, comuns a grandes hotéis norte-americanos da época, além de contar com as três divisões básicas da arquitetura clássica: embasamento (a base revestida de granito), corpo (recoberto de massa cor-de-rosa que fazia o prédio cintilar à noite) e coroamento (com o telhado coberto por janelas, chamado de mansarda).

É permitida a visitação pública ao terraço, com necessidade apenas de agendamento prévio.
Rua Líbero Badaró, 504
Horário: segunda, terça e sexta-feira, das 9h30 às 11h30 e das 14h30 às 16h30; sábado, até às 13h.
Telefone: (11) 3104-2477

Edifício Altino Arantes

Um dos símbolos de São Paulo, este exemplar art déco (de origem francesa, abreviação de arts décoratifs) foi inaugurado em 1947, também na condição de edifício mais alto do mundo fora dos Estados Unidos, com 161 metros de altura, título perdido apenas em 1953. Projetado pelo arquiteto Plínio Botelho do Amaral para ser sede de um banco, segue o formato “bolo de noiva”, em que o prédio apresenta recuos a partir de determinada altura, e é coroado pela bandeira do Estado de São Paulo. O luxuoso saguão apresenta um enorme lustre de 13 metros de altura e 1,5 tonelada, além de um mural que conta a evolução da economia paulista desde seus primórdios.
O mirante no topo do edifício permite vista panorâmica de 360° e é aberto à visitação do público gratuitamente.

Rua João Brícola, 24
Horário: de segunda a sexta-feira, das 10h às 15h.
Tempo estimado de espera: 01 hora. Duração da visita: 05 minutos.
Telefone: (11) 2196-3730

Banco de São Paulo

Construído de 1935 a 1938, é um dos mais belos e luxuosos exemplares de art déco da cidade. Obra do arquiteto Álvaro de Arruda Botelho, recomenda-se a visita ao saguão ricamente decorado: o piso é de mosaico de pastilhas de cerâmica, mesas de granito maciço decoradas por cristais remetem às antigas transações bancárias, e o salão nobre no mezanino é totalmente revestido de madeira de lei.

Surgido na década de 1920, o art déco foi um movimento das artes visuais que buscava romper com os estilos acadêmicos e historicistas, caracterizando-se pela decoração moderna com motivos geométricos, materiais nobres e simplicidade de estilo.
Praça Antônio Prado, 9
Horário: de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h
Telefone: (11) 3241-5822

Centro Cultural Banco do Brasil: a antiga sede do Banco do Brasil na cidade de São Paulo foi construída entre 1923 e 1927, seguindo o projeto do arquiteto Hipólito Gustavo Pujol Júnior

Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB)

A antiga sede do Banco do Brasil na cidade de São Paulo foi construída entre 1923 e 1927, seguindo o projeto do arquiteto Hipólito Gustavo Pujol Júnior, professor da Escola Politécnica. Desde 2001, abriga o Centro Cultural Banco do Brasil, um dos mais ativos e completos espaços culturais paulistanos, parte de mais um esforço na política de revitalização do centro da cidade.
Em estilo eclético, combina elementos do neoclassicismo, do segundo reinado francês (estilo Napoleão III) e da renascença italiana. Na entrada principal, logo acima do portal, há um busto de Mercúrio – o deus romano do comércio – e, no interior, a principal característica é o vão que atravessa todos os andares, iluminado por uma clarabóia em vitral executada pela Casa Conrado Sorgenicht. Destaque também para o cofre da antiga agência no subsolo do prédio.
Rua Álvares Penteado, 112
Horário: de terça a domingo, das 10h às 20h.
Telefone: (11) 3113-3651 / 3652

Edifício Triângulo

Tem esse nome por ocupar integralmente um pequeno lote em formato triangular e é uma das obras do escritório-satélite que o famoso arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer manteve em São Paulo nos anos 1950, sob a chefia do arquiteto Carlos Lemos.

Ainda que bastante descaracterizado, foi realizado a partir de projeto de Niemeyer, arquiteto eternizado pelos edifícios públicos da fundação de Brasília e vencedor do Prêmio Pritzker (tido como “o Nobel da Arquitetura”) de 1988. Devido à legislação urbana da época, apresenta recuos laterais nos andares superiores, assim configurando o formato “bolo de noiva”. A entrada da construção apresenta um grande mosaico de pastilhas do artista plástico Emiliano Di Cavalcanti, um dos maiores nomes da história das Artes Plásticas do Brasil.

Rua José Bonifácio, 24
Horário: de segunda a sexta-feira, das 7h às 20h; sábados das 7h às 14h
Telefone: (11) 3106-0374

Edifício Guinle

Pode ser considerado o primeiro prédio vertical da cidade. Construído entre 1913 e 1916, foi uma das primeiras construções de concreto armado no país. Numa época em que os edifícios vizinhos não passavam de três andares, este projeto dos arquitetos Hipólito Gustavo Pujol Júnior e Augusto de Toledo chegou a oito pavimentos e 36 metros de altura.

A fachada apresenta ornamentação Art Nouveau, com motivos de ramos e frutos de café, remetendo à riqueza trazida pela economia cafeeira.
Rua Direita, 49

Caixa Cultural
Inaugurada em 1939 pelo então presidente Getúlio Vargas, a antiga sede da Caixa Econômica Federal em São Paulo segue o estilo característico das construções públicas do Estado Novo, que deveriam espelhar a pujança do Brasil sob seu regime. Esse pensamento estava alinhado ao das construções do Regime Fascista na Itália.

O edifício projetado pelo escritório Albuquerque & Longo abriga, desde 1989, a Caixa Cultural. O grande destaque da fachada é para o monumental pórtico jônico em granito negro. Na parte interna destacam-se o vitral do artista italiano Henrique Zucca – que tem mais de seis metros de altura e representa aspectos do progresso de São Paulo – e a grande clarabóia de vitrais multicoloridos que cobre o salão.

Praça da Sé, 111
Horário: de terça a domingo, das 9h às 21h.
Telefone: (11) 3321-4400

Pateo do Collegio: É o local de fundação da cidade de São Paulo com a realização da primeira missa em 25 de janeiro de 1554

Pateo do Collegio

É o local de fundação da cidade de São Paulo com a realização da primeira missa em 25 de janeiro de 1554 e a posterior instalação do Colégio dos Jesuítas. Em 1759, com a determinação do Marquês de Pombal de expulsão dos jesuítas e sequestro de seus bens, o Pateo passou a abrigar o governo paulista e depois foi demolido e substituído pelo novo Palácio do Governo. Durante as festas do Quarto Centenário da cidade, em 1954, o Estado devolveu a posse do imóvel à Companhia de Jesus para a reconstrução do antigo colégio de arquitetura colonial, finalizada em 1979. Ainda restam paredes e fundações do século 16 em taipa de pilão.

Hoje, o Pateo do Collegio abriga o Museu e a Capela Padre Anchieta (beato que foi um dos fundadores da cidade) que conta com uma coleção de 700 objetos aproximadamente, muitos dos quais pertencentes, em sua origem, à antiga Igreja e Colégio dos Jesuítas.

Pátio do Colégio, 2
Horário: de terça a domingo, das 9h às 16h30.
Agendamento de visitas monitoradas (Museu Anchieta): de terça a sexta-feira, das 9 às 16h.
Telefone: (11) 3105-6899

Tribunal de Justiça

Este peculiar exemplar do estilo art-déco apresenta ornamentação inspirada na arquitetura maia, embasamento com pórtico dórico monumental e coroamento com duas semi-cúpulas. Projetado em 1933 pelo arquiteto Felisberto Ranzini e inaugurado em 1937 como sede da Bolsa de Valores, posteriormente abrigou a Secretaria Estadual da Agricultura e, desde 1977, é ocupado pelo Primeiro Tribunal de Alçada Cível.

Pátio do Colégio, 73
Horário: segunda a sexta-feira, das 12h30 às 19h.
Telefone: (11) 3292-4900

Secretaria da Justiça

Em estilo neoclássico, os dois edifícios elaborados por Ramos de Azevedo são praticamente gêmeos. O prédio do número 184, à direita, é a primeira obra do famoso arquiteto na cidade de São Paulo: foi construído de 1881 a 1891 para abrigar a Secretaria da Fazenda e do Tesouro. Já o edifício do número 148 – mais ornamentado – foi inaugurado em 1896 como Secretaria da Agricultura. Ambos contam com pátios internos cobertos por clarabóias sustentadas por artísticas armações de ferro e apresentam colunas coríntias (as mais ornamentadas das três ordens arquitetônicas gregas e romanas) na fachada. Hoje abrigam a Secretaria da Justiça do Governo do Estado de São Paulo.

Pátio do Colégio, 148 e 184
Horário: de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h
Telefone: (11) 3291 2600

Solar da Marquesa de Santos

Construção da segunda metade do século 18 – originalmente de estilo colonial – sofreu diversas reformas responsáveis pela atual fachada neoclássica. No interior encontram-se janelas arqueológicas nas paredes que expõem as diferentes intervenções sofridas ao longo de sua existência, e exibem desde as antigas técnicas construtivas como a taipa de pilão, o pau-a-pique e a taipa francesa, até as mais recentes, em alvenaria de tijolos. É o mais antigo remanescente paulistano da arquitetura residencial urbana. Por mais de 30 anos foi lar da Marquesa de Santos, uma mulher à frente de seu tempo, muito influente na sociedade e na política paulistana, célebre por seu relacionamento com o Imperador Dom Pedro I. Hoje, o Solar é a sede do Museu da Cidade de São Paulo, e passou por uma grande restauração no ano de 2011.

Rua Roberto Simonsen, 136
Horário: de terça a domingo, das 9h às 17h
Telefone: (11) 3241-1081

Igreja da Ordem Terceira do Carmo: Desde 1592 este local é ocupado pelos carmelitas, constituindo outro vértice do Triângulo Histórico

Igreja da Ordem Terceira do Carmo

Desde 1592 este local é ocupado pelos carmelitas, constituindo outro vértice do Triângulo Histórico. Inicialmente ocupado pela Igreja e Convento de Nossa Senhora do Carmo, somente na segunda metade do século 18 que a Igreja da Ordem Terceira do Carmo foi erguida, formando um conjunto com as construções já existentes.

Em 1928, com a destruição da Igreja e Convento do Carmo, a Igreja da Ordem Terceira passou a ser o único remanescente deste conjunto. Feito em taipa de pilão, o interior deste templo colonial apresenta rica ornamentação dos séculos 18 e 19, como altar rococó, pinturas do Frei Jesuíno do Monte Carmelo e frontispício – a entrada principal da fachada de um edifício – executado por Joaquim Pinto de Oliveira – o Tebas.
Avenida Rangel Pestana, s/n, Rua do Carmo
Telefone: (11) 3242-8361

Palácio da Justiça
Projetada em 1911 pelos arquitetos Domiziano Rossi e Felisberto Ranzini, com inspiração no Palazzo di Giustizia de Roma, na Itália, esta obra do Escritório Técnico Ramos de Azevedo só foi inaugurada em 1933.

Em estilo eclético, com influência neorenascentista, a fachada apresenta acabamentos luxuosos e é ornamentada com figuras, cariátides (estátuas femininas com função de coluna) e símbolos do Judiciário. No interior, o ponto alto é o Plenário do Júri, revestido com lambris (revestimento para paredes internas com função decorativa) de madeira de lei e teto ornamentado e coroado por uma clarabóia no centro.

Abriga exposições permanentes e temporárias mantidas pelo Museu do Tribunal de Justiça – hoje sediado no Palacete Conde de Sarzedas (Rua Conde de Sarzedas, 100).
Praça Clóvis Bevilacqua, s/n.

Horário: de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h (seguindo o calendário do Tribunal de Justiça).
Telefone: (11) 3295-5816

Catedral da Sé

Projetada em 1912 pelo arquiteto alemão Maximillian Hehl e inaugurada ainda incompleta em 1954, a arquitetura basicamente neogótica enquadra-se no ecletismo por possuir uma enorme cúpula de inspiração renascentista. Construção monumental com capacidade para mais de 8 mil pessoas, 16 torres (que chegam a atingir 97 metros de altura) e 54 vitrais, tem, abaixo do altar principal, uma cripta onde estão sepultados os bispos e arcebispos de São Paulo, além de figuras históricas da cidade como o Cacique Tibiriçá e o Regente Feijó.

Destaque para a grandiosidade do interior e a enorme quantidade de vitrais: há nacionais executados pela Casa Conrado e europeus feitos por artistas como Quentim, Avenali, Fontana e Max Ingrand. Uma peculiaridade é a ornamentação que usa motivos da fauna e flora brasileira, como o tatu, o tucano e o cacau.

Praça da Sé, s/n.
Horário: segunda a sexta, das 8h às 19h; sábado, das 8h às 17h; domingo, das 8h às 13h e das 15 às 18h.
Telefone: (11) 3107-6832

Álvares Penteado: sua principal característica é a inspiração nas formas orgânicas e curvas da natureza

Escola de Comércio Álvares Penteado

Construída entre 1907 e 1908, seguindo projeto do arquiteto sueco Carlos Ekman, esta edificação se enquadra no estilo Sezession, vertente austríaca do Art Nouveau. Surgido no fim do século 19 na Europa, o Art Nouveau se contrapunha aos estilos acadêmicos e historicistas então dominantes, recebendo assim o nome cuja tradução significa “Arte Nova”. Sua principal característica é a inspiração nas formas orgânicas e curvas da natureza.

Largo São Francisco, 19
Horário: de segunda a quarta-feira, das 12h às 21h; quinta e sexta-feira, das 12h às 20h.
Telefone: (11) 3272-4300

Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo

Uma das instituições mais importantes no histórico de desenvolvimento da cidade, a Faculdade de Direito instalou-se no local em 1828, trazendo efervescência e intelectualidade a uma então pacata São Paulo. Inicialmente ocupou o colonial convento franciscano, demolido em 1932 para dar lugar à atual construção: um exemplar neocolonial de autoria do arquiteto Ricardo Severo.

No interior, destacam-se os vitrais realizados por Conrado Sorgenicht e o túmulo do ex-professor Júlio Frank, em estilo neoclássico, localizado no pátio poupado da demolição do antigo convento.
Largo São Francisco, s/n.

Horário: de segunda a sexta-feira, das 7h às 20h.
Telefone: (11) 3111-4000

Conjunto Franciscano

Em área ocupada pelos franciscanos desde 1642, após doação da Câmara de São Paulo, este conjunto de duas igrejas barrocas em taipa de pilão é o outro vértice do Triângulo Histórico.
A Igreja de São Francisco (número 133, à esquerda) foi construída de 1642 a 1647, cujo convento foi local de moradia do primeiro santo brasileiro – São Frei Galvão – para onde foi transferido em 1762.

Já a Igreja das Chagas do Seraphico Pai São Francisco (número 173, à direita) foi inaugurada em 1787, após ampliações e acréscimos à antiga capela que teve origem em 1676. Com embasamento em pedra e de interior rococó, possui altares folheados a ouro e obras setecentistas, como retábulos de Luiz Rodrigues Lisboa e pinturas de José Patrício da Silva Manso.
Largo São Francisco, 133 e 173

Horário: Igreja de São Francisco – diariamente, das 7h30 até o término da missa das 18h30 (18h às terças-feiras)
Igreja das Chagas: atualmente fechada (em restauração).
Telefone: Igreja de São Francisco: (11) 3291-2400
Igreja das Chagas: (11) 3104-0054

Edifício Barão de Iguape

Projetado por Gordon Bunshaft, arquiteto americano reconhecido com o Prêmio Pritzker, este prédio modernista de 133 metros de altura foi construído entre 1956 e 1959 como sede de um banco. É um exemplar do “estilo internacional”, que pregava linhas simples, minimalismo (caracterizado pela eliminação de qualquer tipo de ornamento) e a leveza volumétrica. O nome do edifício faz referência ao fato de este mesmo terreno ter sido anteriormente ocupado pelo solar do Barão de Iguape (Antônio da Silva Prado, em título nobiliárquico dado pelo Imperador Dom Pedro II).

Rua Direita, 250
Telefone: (11) 2183-4388

Igreja de Santo Antônio

Do fim do século 16, é a igreja mais antiga do centro de São Paulo – as primeiras referências a ela datam de 1592. Teve muitas reformas e acréscimos até assumir a atual fachada neoclássica. Na última restauração pela qual passou, foram descobertas intervenções de diversas épocas no interior. Optou-se, então, por recuperar as feições barrocas, e hoje, estão à mostra pinturas do século 17, além do altar em estilo rococó de 1780.

Abrigou a ordem franciscana no século 17 antes da construção da Igreja de São Francisco, bem como a Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Brancos no século 18.
Praça do Patriarca, s/n.

Horário: segunda a sexta, das 7h às 18h30;
sábado, das 7h às 9h30 e das 17h30 às 18h30;
domingo, das 8h às 10h30 e das 17h30 às 18h30.
Telefone: (11) 3242-2414

Pórtico da Praça do Patriarca

Obra contemporânea do arquiteto Paulo Mendes da Rocha – ganhador do Prêmio Prizker de 2006 – este pórtico projetado em 1992 cobre a entrada da Galeria Prestes Maia. De estrutura metálica e vão de 40 metros, só foi concluído em 2002.

A Galeria Prestes Maia é uma passagem subterrânea que conecta a Praça do Patriarca ao Vale do Anhangabaú e conta com salas de exposições e obras de arte distribuídas nos três pisos.

Edifício Sampaio Moreira: Inaugurado em 1924, é considerado o primeiro arranha-céu da cidade com 54 metros de altura e 14 pisos

Edifício Sampaio Moreira

Inaugurado em 1924, é considerado o primeiro arranha-céu da cidade com 54 metros de altura e 14 pisos. Elaborado em estilo Luís XVI pelo arquiteto Cristiano Stockler das Neves, manteve o título de prédio mais alto da cidade até a inauguração do Edifício Martinelli.

O coroamento da fachada tem uma falsa mansarda e um pergolado – vigas paralelas elevadas para controle de iluminação do ambiente.

No térreo funciona a tradicional Casa Godinho, mercearia fundada em 1888, que até a abertura deste prédio funcionava na Praça da Sé.
Rua Líbero Badaró, 346

Edifício Matarazzo

Desde 2004 é sede da Prefeitura de São Paulo, mas foi inaugurado em 1939 para sediar o maior conglomerado industrial da história brasileira: as Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo. Com o uso de elementos de inspiração clássica, além da austeridade e monumentalidade características do estilo fascista, tem a fachada toda revestida em mármore travertino romano. Foi projetado pelo arquiteto favorito do ditador italiano Benito Mussolini, o também italiano Marcello Piacentini. Destaque para o jardim presente no topo do prédio.

Viaduto do Chá, 15
Horário: de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h
Telefone: (11) 3113-8001

Edifício Alexandre Mackenzie
Inaugurado em 1929, é um raro exemplar de arquitetura eclética norte-americana no Brasil. São características desse tipo de arquitetura a monumentalidade, forte inspiração neoclássica, uso de colunata (sequência de colunas) na fachada e a utilização de materiais e cores mais rústicas e pesadas no primeiro piso.

Todo o trabalho de serralheria e marcenaria do edifício foi executado pelo prestigiado Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo.

Projetado pelo arquiteto William Proctor Preston para ser sede da canadense São Paulo Tramway, Light and Power Company – uma das mais influentes empresas no desenvolvimento urbano de São Paulo que atuava na geração e distribuição de energia elétrica, e transporte público por bondes. Desde 1999, abriga o Shopping Light.

Rua Xavier de Toledo, 23
Horário: segunda a sexta-feira, das 9h às 21h;
sábado, das 9h às 20h;
domingo, das 11h às 18h
Telefone: (11) 3154-2299

Theatro Municipal: pinturas em ouro, detalhes em relevo e majestosas escadarias fazem do teatro uma das construções mais ricamente decoradas de São Paulo

Theatro Municipal

Foi projetado em 1903 pelos arquitetos Domiziano Rossi e Cláudio Rossi, do escritório de Ramos de Azevedo, e é um monumental exemplar do estilo eclético. Pinturas em ouro, detalhes em relevo e majestosas escadarias fazem do teatro uma das construções mais ricamente decoradas de São Paulo, e todo esse esplendor foi ressaltado com a restauração realizada em 2011. A sala de espetáculos, por onde passaram grandes nomes da arte mundial, tem capacidade para cerca de 1.600 pessoas. Inaugurado em 1911, foi palco de óperas, concertos, shows e acontecimentos marcantes, entre eles a revolucionária Semana de Arte Moderna de 1922 – evento que marcou a ruptura da arte nacional com os ideais estéticos do século XIX, consolidando o modernismo brasileiro.

Praça Ramos de Azevedo, s/n.
Horário: segunda a sábado, das 10 às 19h.

Para visitação completa do edifício, é necessário agendamento pelo site.
Telefone: (11) 3397-0300 / Bilheteria: 3397-0327

Fonte: Embarque na Viagem

  
  

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