Zoológico de SP ganha dois filhotes de tigre-de-bengala

A população animal do Zoológico de São Paulo aumentou mais um pouco com a chegada de novos habitantes: um urso-pardo, dois tigres-de-bengala, quatro catetos (porco selvagem brasileiro), uma ema e um aoudad

  
  
Os tigres Tom e Votan, ainda em quarentena, serão apresentados ao público dentro de 90 dias<br />

A população animal do Zoológico de São Paulo aumentou mais um pouco com a chegada de novos habitantes: um urso-pardo, dois tigres-de-bengala, quatro catetos (porco selvagem brasileiro), uma ema e um aoudad(um carneiro africano grande, de chifres retorcidos). Eles vieram de um zoo particular da cidade de Salete, no interior de Santa Catarina. O urso se chama Dingo e os tigres, Votan e Tom. Os outros ainda não
foram batizados.

O local foi interditado em dezembro pelo Ibama, depois que um elefante fugiu do recinto, passeou pela cidade e foi beber água no rio, fato que despertou a atenção de técnicos do Ibama para a falta de segurança do local e a má alimentação dos animais. Os bichos catarinenses foram distribuídos em cinco zoos do Brasil, incluindo o de São Paulo. O biólogo Cauê Monticelli, chefe do setor de mamíferos do Zoo-SP, conta que o Ibama entrou em contato com a Secretaria Estadual do Meio Ambiente a respeito dos bichos de Santa Catarina.

A solicitação chegou ao Zoológico de São Paulo, que enviou uma equipe a Salete numa primeira visita. Monticelli lembra que a princípio seriam 13 animais, porém, três emas morreram e o leão estava muito doente e poderia transmitir o problema a outros. “Acabamos escolhendo os nove, que trouxemos, porque estavam sadios e têm tudo para virar atração em nossas instalações”, diz o chefe da área de mamíferos. Por enquanto, os animais ficarão isolados num recinto reservado fora do alcance do público. A quarentena é necessária, diz o biólogo, para que os bichos sejam submetidos a uma bateria de exames. A maioria deles veio magra, cheia de parasitas.

Um dos tigres foi o que chegou mais debilitado a São Paulo e o aoudad está com uma bicheira na perna, inflamação perigosa causada por larvas de moscas, mas pode ser curada. Monticelli acredita que, entre 40 e 90 dias, os novos moradores estarão integrando as atrações do parque. Carga viva – O transporte dos bichos foi feito por uma equipe de 11 pessoas, incluindo Cauê. A caravana, composta de um caminhão e dois carros, saiu de São Paulo na manhã de 28 de fevereiro e retornou no dia 1º de março, após andar mais de 600 quilômetros que separam a capital paulista da pequena Salete. Só a viagem de volta durou 15 horas. Os técnicos manejaram os animais e os colocaram em caixas de contenção, fabricadas especialmente para esta finalidade.

Cada um teve sua “casinha”, exceto os catetos que vieram juntos. Como o zoo catarinense não tem muito espaço interno para circulação de veículos, foi necessário o uso de empilhadeiras para carregar as caixas de contenção. “Foi uma operação complicada, porque transportar animal nunca é fácil. Eles podem se machucar, se estressar, ficar bravos, podem sofrer com o calor”, explica o biólogo. Um dos tigres não se sentiu muito bem durante o trajeto. Mas, em compensação, o urso foi o mais tranquilo, pois já trabalhou no circo de Beto Carrero e está acostumado a viajar.

Fonte: Governo de São Paulo

  
  

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