Baía Formosa. Precisa dizer mais?

As últimas praias norte-rio-grandenses em direção á Paraíba pertencem ao mesmo município que abriga uma exuberante Mata Estrela. Do surfe à fauna e flora, é tudo muito natural

  
  
Praia do Sagi: Rusticidade contorna toda a paisagem

Lindo conjunto de praias, santuário da Mata Atlântica e, de quebra, um dos melhores “points” de surfe do Nordeste. Assim é Baía Formosa, ponto final no roteiro do Litoral Sul potiguar. Depois dela, já é Paraíba. Descoberto e redescoberto tantas vezes nos últimos anos, o destino consegue se manter bem preservado, com um número ainda razoável de visitantes.

Baía Formosa guarda o contraste entre a bela baía urbana que lhe dá nome e misteriosas praias desertas, algumas com acesso apenas a pé ou de veículo com tração nas quatro rodas. “BF”, como é chamada pela comunidade do surfe, também abriga uma das mais importantes reserva de Mata Atlântica do estado.

A cidade, que fica próxima à divisa do Rio Grande do Norte com a Paraíba, está a 94km de Natal, 110 de João Pessoa e 220 de Recife. Antes mesmo de chegar, o visitante já sente uma atmosfera natural e agradável na estrada cercada de coqueirais e mata nativa que liga a rodovia BR-101 a Baía Formosa. Vista do alto, a baía, que de tão exuberante recebeu o nome de “formosa”, brinda o turista logo na chegada da cidade.

Além de estar consolidada no roteiro turístico do Litoral Sul, Baía Formosa também faz parte dos circuitos profissional e amador de surfe. A praia recebe várias competições ao longo da temporada. O Pontal é um dos pontos favoritos dos surfistas, por causa das ondas e tubos perfeitos. A praia do Farol também é muito procurada, principalmente pelos que preferem mar aberto, ondas grandes e com muita pressão.

As praias de Baía Formosa, porém, são verdadeiros santuários ecológicos. Suas areias servem de abrigo para ninhos de tartarugas marinhas, enquanto suas águas são visitadas pelos peixes-boi e pelos golfinhos, que dão um verdadeiro show quase todas as manhãs.

Mas a costa não é o único reduto das espécies nativas. Tamanduás, saguis, cotias, aves diversas e o raríssimo macaco Guariba vivem na Mata Estrela, maior reserva de Mata Atlântica sobre dunas do Brasil, com 2.365 hectares divididos entre florestas, dunas e lagoas. A reserva pode ser explorada em trilhas guiadas a pé, de bicicleta ou a cavalo.

Além da fauna, o visitante vai encontrar alguns impressionantes exemplares de nossa flora. Um deles é a Gameleira centenária, que tem 30m de altura. Sua copa é do tamanho de um ginásio de esportes e são necessárias oito pessoas de mãos dadas para abraçar seu tronco.

As lagoas também são destaque no roteiro. Situadas entre as dunas e a Mata Estrela, elas têm água morna e limpa. A mais visitada é a Lagoa da Coca-Cola, que ganhou esse nome devido à sua cor escura, resultado da pigmentação das raízes e de outros componentes do solo. Parada obrigatória dos grupos de turistas que passeiam de bugue na região, a lagoa carrega a lenda de ter um banho rejuvenescedor e purificante.

Além de conhecer a natureza de Baía Formosa, o visitante também não deve deixar de conhecer a área urbana. As artesãs da cidade, que já exportam sua produção para todo o Brasil e o exterior, têm mãos de fada para fazer lençóis, toalhas, panos de bordado e fuxico, além de bonecas e artigos de decoração.

O roteiro em 4x4, pela beira-mar

De um lado, o azul do mar. Do outro, o verde intenso da Mata Atlântica. O passeio pela beira-mar de Baía Formosa revela uma série de praias exuberantes. A maioria é completa e deliciosamente deserta. Umas sugerem o surfe. Em outras há convidativas piscinas naturais na beira, docilmente formadas por arrecifes.

O passeio oficial dos bugues e carros 4x4 começa na praia de Cacimba, point de surfistas, e logo descortina o curioso Farol Bacopari. Como está na direção de um litoral repleto de pedras, o farol tem cores de advertência: preto e branco. Seu sistema de fotocélula permite apagar a luz automaticamente durante o dia, acendendo-a naturalmente à noite. Tal avanço tecnológico acaba com a figura lendária do "faroleiro".

Depois das praias de Bacopari, do Farol e de Perobas, surge Barreirinhas, com direito a concorrida mina de água doce sob as falésias. A parada para o "drinque" é inevitável. Outra característica da praia é o fato de as dunas circundantes serem cobertas de barro. Daí o nome Barreirinhas. O pontal de João dos Santos vem a seguir e homenageia um eremita que escolheu a praia para viver.

Conhecer a Mata Estrela faz parte do roteiro. Basta virar à direita. Só carros com tração nas quatro rodas conseguem entrar. Um banho na Lagoa da Coca-Cola é essencial. Analisar a flora e fauna, idem. De volta à beira-mar, o roteiro prossegue pelas praias de Cachoeira, Urubu, Cotia, Sagi e Barra do Guaju. Em cada trecho, uma atração peculiar. Na praia da Cachoeira, o próprio nome já sugere o diferencial.

Mas se passar um dia num local extremamente simples for sua "praia", corra! Sagi ainda está muito longe do desenvolvimento. Por isso, é show de paz e relaxamento. Atrações? São poucas. Uma delas é o rio Guaju, que cruza o lugarejo e separa o Rio Grande do Norte da Paraíba. No lado potiguar (claro...) há uma curiosa área de proteção do peixe-boi marinho, que sai do mar para se acasalar no rio.

Outra atração ecológica: a praia também é habitat natural de golfinhos. Eles estão sempre por lá, serelepes e aparentemente alegres. Os cardumes de atuns e tainhas são outros fregueses "de carteirinha". O que mais? O próprio silêncio do vilarejo, o descanso das jangadas que se perfilam na areia, o semblante humilde dos nativos e a vida absolutamente espontânea. Se o turista contabilizar estes ângulos como atrações, vai fazer a festa em Sagi.

Um dos poucos equipamentos turísticos de Sagi é o Ombak, um mix de restaurante e botequim de propriedade do paulista Juvino Soares. Tudo é pitoresco na casa, onde a cachaça é o carro-chefe. Os diferentes tipos de aguardente que saem dos tonéis variam não só no paladar, mas na própria aromatização. Juvino usa frutas silvestres, raízes e cascas da Mata Estrela para patentear suas cachaças, que têm sabores curiosos como aniz, murici, ubaia, canela, jatobá, alcaçuz e pau Brasil, entre outros.

Fonte: Emprotur

  
  

Publicado por em

Marinaldo

Marinaldo

31/07/2011 17:02:15
Conheci, vale realmente a pena conhecer!

Marinaldo Felipe

Marinaldo Felipe

03/04/2011 22:56:06
Vou conhecer. Depois disso deixarei meu comentário aqui! Aguardem...

Francisco leoncio

Francisco leoncio

28/03/2011 16:22:11
Gostaria muito de curtir outro final de semana nesta belíssima praia, pois só sabe o que bom quem convive na mesma. A para do Sagui é muito linda. Todos devem conhecê-la, amei!

Kamila 100/ bf

Kamila 100/ bf

03/03/2011 23:09:36
Quem não conhece BF deve ir lá porque é muito bom! Não vai se arrepender!!

Marcondes Lira Dantas

Marcondes Lira Dantas

15/08/2010 20:30:04
Baía Formosa foi o PARAÍSO que escolhí para viver.