Conheça Seychelles, o paraíso que já foi uma colônia de leprosos; Veja fotos

Se atualmente o arquipélago é conhecido por suas praias com areia branca e mar azul turquesa, no passado Seychelles já foi uma colônia de leprosos e esconderijo de piratas

  
  
Se atualmente a ilha é sinônimo de lazer, no passado a beleza do local serviu de refúgio para leprosos no período em que o preconceito predominava na maior parte da sociedade

Quando se pensa no paraíso, qual é a imagem que se vem à cabeça? A maior parte das pessoas o imagina como uma praia de areia branca com água azul turquesa. Em Seychelles, no Oceano Índico, este é o cenário de suas 115 ilhas com aproximadamente 455 km² de território que atraem 120 mil turistas por ano ao arquipélago. Se atualmente a ilha é sinônimo de lazer, no passado a beleza do local serviu de refúgio para leprosos no período em que a doença não era conhecida de forma clara e o preconceito predominava na maior parte da sociedade.

As ruínas da antiga colônia onde os leprosos ficavam internados estão localizadas nas ilhas Round e Curieuse. Se na época todos evitavam visitá-las, atualmente, a ilha de Round se transformou num dos pontos mais disputados pelos amantes da genuína comida Crioula. Porém, não foram somente os pacientes que eram tratados no local que tiveram a chance de desfrutar deste paraíso. No início do século XIX, parte do arquipélago foi transformado num reduto de piratas, devido à disputa entre ingleses e franceses pelo território.

Por ser uma nação insular e sem grande contato com o mundo globalizado, a região foi preservada da ação do homem. O resultado é uma rica fauna e flora, além de ser reduto da maior colônia mundial de tartarugas marinhas. O número delas é tão grande, que segundo estimativas oficiais, há mais tartarugas do que habitantes no arquipélago. A população local é de 87 mil pessoas.

Ilha de Mahé
Mahé é a principal ilha do arquipélago e concentra na capital Victória, 60% da população do país. É nela também onde está localizado o único aeroporto internacional de Seychelles. Na pequena e romântica cidade há um museu sobre a história da independência do país, além do tradicional mercado. Outros pontos que valem a visita é o jardim botânico e a catedral local. Já quem quiser mais emoção pode mergulhar com tubarões-baleia, nas águas translúcidas da ilha.

Ilha La Digue
La Digue ganhou fama pela paradisíaca praia de Anse Source d’Argent que é a uma das principais do arquipélago, porém a diversão na ilha não se resume apenas ao seu litoral. O interior é famoso por suas trilhas, entre elas pela “Sentier Plage” (trilha da praia, em português) que leva os turistas a três praias selvagens do outro lado do ilhéu.

Além das belezas naturais, o interior de La Digue também ‘esconde’ uma oportunidade única de descobrir o rústico cotidiano da população local. Parados no tempo, os moradores da região ainda moram em antigos casarões de fazendas e convivem com o inconfundível som dos carros de boi.

Ilha Praslin
A ilha Praslin é a segunda maior e mais populosa do arquipélago. Localizada a 15 minutos de voo de Mahe, ela é famosa pelo Parque Nacional de Praslin, que está localizado ao sul da ilha, além de ser considerada Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO.

Devido ao alto grau de preservação ambiental da região, a ilha ganhou fama mundial entre os biólogos por suas espécies endêmicas, entre elas o Papagaio Negro e o Bulbu de Seychelles. Já quem prefere curtir o mar azul turquesa, a dica é nadar nos belíssimos recifes de corais que circundam o litoral de Praslin.

A ilha também é famosa por ser a única localidade no Oceano Índico que possui cultura de pérolas negras. As fazendas onde elas são cultivadas estão abertas a visitação de turistas que podem mergulhar nas ‘plantações’ de ostras. Já quem quiser levar uma lembrança para casa poderá comprar uma joia numa das diversas joalherias locais.

Ilha de Curieuse
Assim como Round Island, Curieuse também foi uma colônia de leprosos entre os anos de 1833 e 1965. Localizada próxima a ilha de Praslin, ela mantém viva as lembranças deste período através das ruínas do ‘Leprosarium’, além da antiga casa do médico, ambas situadas ao sul da ilha.

Devido ao preconceito que a região sofreu e sofre por ter sido a morada de milhares de doentes por mais de um século, o local possui apenas 16 habitantes. Os únicos moradores que permanecem lá são os guardas florestais e o diretor da ilha.

Como chegar
As passagens aéreas para Mahe, em Seychelles, custam a partir de R$ 4322, com saídas de São Paulo e Rio de Janeiro. Os voos, que possuem duas escalas, são operados pelas companhias Etihad Airways, Qatar Airways, Emirates, Ethiopian e Air France.

O melhor período para viajar é entre maio e setembro, quando o clima se encontra mais agradável e favorece a prática de vela. Durante os meses de abril e maio não há tanto vento, porém o tempo fica ideal para mergulhos de snorkel e natação.

Mapa


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Confira fotos das paradisíacas Ilhas Seychelles

La Digue ganhou fama pela paradisíaca praia de Anse Source d’Argent que é a uma das principais do arquipélago
Na ilha de Mahé é possível mergulhar com os gigantes e dóceis tubarões-baleia que atingem até 20 metros de comprimento
Na pequena e romântica cidade de Victória há um museu sobre a história da independência do país, além do tradicional mercado. Outros pontos que valem a visita é o jardim botânico e a catedral local
A ilha também é famosa por ser a única localidade no Oceano Índico que possui cultura de pérolas negras. As fazendas onde elas são cultivadas estão abertas a visitação de turistas que podem mergulhar nas ‘plantações’ de ostras
Se atualmente o arquipélago é conhecido por suas praias com areia branca e mar azul turquesa, no passado Seychelles já foi uma colônia de leprosos e esconderijo de piratas

Por Dennys Marcel

  
  

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