Para tornar o turismo responsável

SÃO PAULO - Como fundadora e presidente de uma ONG que tem como missão “educar para o turismo e o lazer seguro e responsável”, comemoro a publicação de 11 das 21 normas de turismo de aventura desenvolvidas de

  
  

SÃO PAULO - Como fundadora e presidente de uma ONG que tem como missão “educar para o turismo e o lazer seguro e responsável”, comemoro a publicação de 11 das 21 normas de turismo de aventura desenvolvidas dentro do Projeto de Normalização e Certificação em Turismo de Aventura.

O projeto é uma iniciativa do Ministério do Turismo, que tem como entidade executora o Instituto de Hospitalidade e como parceira a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), por meio do Comitê Brasileiro de Turismo.

A instalação do projeto já é uma conquista. A publicação das 11 normas, também. Mas o que nos deixa mais à vontade para comemorações é o fato de que as normas da ABNT são elaboradas de forma voluntária, por consenso de consumidores e fornecedores.

Vale notar que a normalização segue padrões e processos pré-estabelecidos, facilitando sua elaboração, oferecendo soluções e criando parâmetros aceitos internacionalmente.

O Ministério do Turismo, identificando a necessidade de profissionalização do setor e atento ao potencial econômico do turismo no País, definiu o segmento de aventura como prioritário para o desenvolvimento do Sistema Brasileiro de Certificação em Turismo. O tema é complexo e abrange diversas modalidades, com níveis de risco e incidência de perigo bastante diferentes, pois envolve pessoas, equipamentos, procedimentos e empresas.

Assim, o projeto visa a identificar os aspectos críticos da operação responsável e segura do turismo de aventura e a subsidiar o desenvolvimento de um conjunto de normas técnicas para as diversas atividades que compõem o setor.

Dentre as já publicadas, destacamos a norma Sistemas de Gestão da Segurança- Requisitos, que permite estabelecer e avaliar a eficácia dos procedimentos, desenvolver política e objetivos de segurança, atingir a conformidade em relação a eles e, principalmente, demonstrá-las a terceiros.

Junto com a norma de Informações Preliminares a Clientes e a norma de Condutores - Competência de Pessoal, criamos o cenário básico para a melhoria da qualidade de nosso produto.

As demais normas estão relacionadas aos procedimentos, competências de pessoal e equipamentos específicos das seguintes atividades: turismo eqüestre, cicloturismo, caminhada, arvorismo, técnicas verticais, turismo com veículos fora de estrada, canionismo, espeleoturismo, cachoeirismo, rafting e bungee jumping.

Estamos assistindo ao início do processo de profissionalização do turismo de aventura. Resta superar um grande desafio: divulgar as 21 normas para o público. Não podemos aguardar que acidentes fatais aconteçam para identificar necessidades e exigir o fim do amadorismo e da informalidade do setor.

*Sílvia Basile Presidente da Associação Férias Vivas

Fonte: Estadão

  
  

Publicado por em